Obras em três rodovias prometidas pela presidente Dilma Rousseff podem atrasar
Passados quatro meses, os investimentos de R$ 2,4 bilhões em três rodovias gaúchas,anunciados pela presidente Dilma Rousseff em sua penúltima visita ao Rio Grande do Sul, caminham em marcha lenta.
Possíveis mudanças nos projetos — já que os estudos de viabilidade estão em andamento — e a greve dos servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit) — que ultrapassa 40 dias — contribuem para a morosidade.
Saiba mais:
> Confira a
situação das três obras anunciadas em abril
A expectativa do governo federal é de que a largada nos
trabalhos de melhoria e ampliação das BRs 116, 392 e 448 ocorra no ano que vem. O superintendente do Dnit no
Estado, Pedro Luzardo Gomes, garante que não há motivos para preocupação. Segundo ele, os encaminhamentos estão
"em dia" e a paralisação "não deve" interferir no cronograma.
Especialistas alertam, contudo, que os prazos informados inicialmente podem não ser cumpridos.
— São prazos otimistas e que exigem muita eficiência, sem falar em possíveis problemas ambientais e com desapropriações — destaca o professor do curso de Engenharia de Produção e Transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) João Fortini Albano.
O engenheiro civil estima que a elaboração do projeto leve de seis a oito meses — prazo que pode ser reduzido pela metade se a licitação for feita em cima de uma proposta básica. As obras anunciadas por Dilma, entretanto, ainda nem chegaram nesta fase, que é anterior à obra.
Um exemplo é o prolongamento da BR-448 (Rodovia do Parque) até Estância Velha, cujo contrato para o estudo de viabilidade foi assinado no fim de novembro de 2012, com prazo de conclusão estimado em 280 dias. O projeto para executar a obra, porém, só poderá começar a ser feito depois que esse estudo ficar pronto, o que ainda não ocorreu.
Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem (Sicepot), Nelson Sperb Neto, o ritmo de obras e projetos foi afetado, principalmente devido à greve no Dnit. Ele também aponta outro problema: o atraso nos pagamentos de serviços executados entre junho e julho no Estado — totalizando R$ 200 milhões. Procurada, a assessoria do Dnit confirmou a informação.
Fonte: Jornal NH - Publicado em 09/08/2013
