Curso para motoboys - Prazo é prorrogado para fevereiro de 2013

 

 O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu prorrogar o prazo para motofretistas e mototaxistas apresentarem curso de capacitação no transporte de passageiros e mercadorias, conforme previsto na resolução 350 do orgão, de junho de 2010. A data de fiscalização, antes prevista para entrar em vigor amanhã, agora passa para fevereiro de 2013.

 A decisão tomada ontem defende que a maioria dos condutores ainda não consegui se adequar às novas regras. De acordo com levantamento publicado por Zero Hora no último sábado, menos de 1% dos 350 mil motoboys gáuchos realizou o curso. O Contran permitiu também que a especialização pode ser feita por Centros de Formação de Condutores (CFCs) e por entidades de ensino. Inicialmente, os condutores tinham de realizar as aulas nos Departamentos Estaduais de Trânsito e pelo Serviço Social do Transporte (SEST) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat).

R$ 127,69

É o valor da multa que o motociclista que trabalha com o transporte de mercadorias ou de pessoas terá de pagar se flagrado sem o curso, além de outras penalizações.

 Quando a medida entrar em vigor, consumidores que tiverem contato com os motboys capacitados deverão notar a diferença no atendimento e no transporte da carga e poderão pagar um preço proporcional à distância percorrida. O uso de um mototaxímetro - aparelho semelhante aos usados em táxi para aferir o valor da corrida - nos cerca de 320 municípios gaúchos onde o serviço é oferecido não está previsto na Resolução 350. No entanto, ao tornar as especializações obrigatórias para profissionais que fazem o transporte de passageiros e a entrega de mercadorias, o presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindimoto), Valter Ferreira da Silva, aposta na evoluçaõ dos serviços oferecidos. No caso dos mototaxistas, o aparelho adaptado ao veículo já existe e tem um custo aproximado de R$ 300,00.

- Quem vai ganhar com isso será o usuário - afirma Silva.

 Outros pontos também devem melhorar com a profissionalização da atividade. Segundo a coordenadora de desenvolvimento profissional do Senat em Porto Alegre, Karina Salamoni, entre os temas estudados estão a segurança do trânsito, a forma adequada de transporte dos produtos e a melhor maneira de se portar perante os clientes. Itens como a importância da higienização do báu e a identificação por nome do motofretista são abordados nas 30 horas do curso.

 O presidente do Sindimoto explica que o credenciamento do profissional em cada município vai possibilitar a identificação de cada um, coibindo atitudes irregulares.

Fonte: Jornal Zero Hora - Publicado em 03/08/2012