Acordo do Piratini com a União vai liberar cancelas em 15 praças do RS

Até o final do ano que vem, 15 pedágios serão desativados no Estado por tempo indeterminado. Em um acordo firmado nesta terça-feira, em Brasília, a União aceitou a devolução de 1,2 mil quilômetros de estradas federais que estão sob controle do Piratini, mas concedidas à iniciativa privada.

O acerto envolve seis dos sete polos privados, espalhados por cinco estradas que cortam o mapa do Rio Grande do Sul (BRs 290, 116, 386, 285 e 471). A cobrança das tarifas será suspensa conforme os contratos com as concessionárias forem se encerrando ao longo do segundo semestre de 2013 e não há confirmação de nova licitação — decisão que o Ministério dos Transportes só irá tomar após um estudo de cada rodovia federal.

— Quinze praças de pedágios deixarão de ter cobrança até que o governo federal, após o encerramento dos contratos, proponha algo que possa substituir esse modelo — afirmou o secretário de Infraestrutura, Beto

Albuquerque, em informação confirmada pela pasta dos Transportes.

A reunião com o ministro Paulo Sérgio Passos durou 45 minutos e contou com a participação de Beto, do chefe da Casa Civil, Carlos Pestana e do chefe da representação gaúcha em Brasília, Hideraldo Caron, ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

— O usuário paga tarifa de autoestrada para andar em estrada de pista simples. O modelo atual de concessão não satisfez. A tarifa é alta e não houve construção, duplicação, nem a construção de uma terceira faixa nas rodovias — disse Beto, que aproveitou a viagem para tratar de ferrovias no Estado (leia na página 18).

Dnit vai avaliar manutenção

O trio apresentou o mapa detalhado da situação das rodovias que serão devolvidas. O ministro ordenou que o Dnit elabore os projetos para a futura manutenção das estradas, ainda sem custo estimado. A reunião também tratou da possibilidade de devolver as BRs 101 e 470.

O acordo encerrou uma novela iniciada em 2008, quando a então governadora Yeda Crusius tentou prorrogar sem licitação a exploração dos polos, recebendo obras como contrapartida das concessionárias. À época, o Planalto barrou o projeto da tucana, que resolveu passar à União as vias e um suposto passivo reclamado pelas empresas.

Fonte: Zero Hora - Publicado em 19/06/2012