Em busca da sonhada placa preta

Criada em maio de 1998, a partir da publicação de uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), a placa preta é um dos reconhecimentos mais importantes para um antigomobilista de corpo, alma e atitude. Passear com sua joia rara ostentando este certificado de originalidade, definitivamente, não tem preço. No entanto, para obter essa condecoração, o proprietário de um clássico deve respeitar algumas regras e enfrentar um exigente processo. O primeiro passo é o proprietário do clássico se filiar a um clube de automóveis antigos credenciado junto ao Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). De acordo com a lei, a placa preta é concedida somente aos colecionadores, por isso o interessado deve buscar uma agremiação para fazer parte, para que desta maneira seu carro passe a fazer parte de um acervo. "Foi a maneira encontrada para que o dono de um, dois ou três carros antigos pudesse obter a placa preta, já que este número de veículos não configura uma coleção", explica Antonio Augusto Geraldini, 56 anos, presidente do Clube do Fordinho. Devidamente filiado, a etapa seguinte é marcar a vistoria do veículo, que será realizada pelos especialistas do clube. "É necessário que o automóvel, além de ter sido fabricado há pelo menos 30 anos, tenha 80% das originais e apresente excelente estado de conservação", alerta. Aprovado, o proprietário ganha um certificado de originalidade. Com ele em mãos, a fase seguinte é ir ao Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e solicitar um novo documento, no qual passará a ostentar no campo ‘Espécie" a designação ‘Coleção". A solicitação do novo documento e das placas pretas pode ser realizada por um despachante. Com a placa preta, o automóvel passa a ser isento da inspeção veicular obrigatória e também não pode ser autuado por agentes de trânsito por determinados motivos, como, por exemplo, não ter catalisador. Segundo Geraldini, a lei permite que os clássicos mantenham a originalidade e não sejam obrigados a fazer adaptações para atender às novas leis. "Os Fordinhos, por exemplo, não têm setas", lembra. MITOS E VERDADES Os carros com placa preta são cercados por alguns mitos. Um deles é de que só poderiam rodar aos fins de semana. "Essa é uma bobagem. Os veículos com placa preta podem rodar todos os dias e em qualquer lugar. Aliás, eles devem respeitar o rodízio e podem ser multados normalmente", diz Geraldini. Um pouco mais de Fusca Definitivamente ele é diferente. Por ele, motoristas de todo o Brasil guardam um carinho especial. Vai dizer que não conhece um aficionado por Fusca, que tem causos de amor pela menina dos olhos da Volkswagen? De tanta história, o carro se juntou a Ferrari, Porsche e Mini Cooper e ganhou seu pequeno grande livro. Em 128 páginas, o autor Jon Stroud faz uma compilação de fatos que dão ao Fusca títulos de grandeza. Para se ter uma noção, o Fusca foi o carro mais vendido no País por 24 anos seguidos - superado somente por outro Volkswagen, o Gol, que completou, em 2012, 25 anos consecutivos de liderança. O Pequeno Grande Livro do Fusca traz curiosidades que chamam atenção até para o nome do carro. No País de sua origem ele é Käfer; na Colômbia ele ganha o simpático nome de Pulga; já no México ele atende por Vocho; e se passa pelo complicado nome de Cucharachita nas caribenhas Guatemala e Honduras. As peculiaridades não ficam só no nome, o livro, que traz mais de120 fotografias diferentes do fusquinha, conta desde sua produção para as guerras da Alemanha nazista do ditador Adolf Hitler, passando por sua importância para a popularização dos automóveis, chegando até seu ressurgimento com cara toda repaginada na pele do New Beetle. O livro da Escrituras Editora já está disponível nas livrarias pelo preço de R$ 34,90. Antigos agitam São Caetano Para seguir a tendência dos últimos seis meses, o ParkShopping São Caetano será palco de mais um encontro de sócios do Automóvel Clube de São Caetano. Programada para o dia 19 (a partir das 19h), a edição deste mês terá a presença do Pick-ups Club - o único clube que reúne os amantes desse tipo de carro há 14 anos. Além da El Camino 1970 com motor 454 e uma Ranchero 1971 motor 429, os amantes do antigomobilismo poderão se deliciar com raridades como Ford Cobra 1963, Mercedes 1953 e Chevrolet Corvette 1974, entre tantas outras. Vale lembrar que os veículos ficam expostos no estacionamento do subsolo do empreendimento. O Automóvel Clube de São Caetano é responsável pelo ABC Expocar, que, segundo a organização, trata-se de uma das maiores exposições de veículos antigos do Brasil, com público de aproximadamente 60 mil pessoas e mais de 700 automóveis expostos. Mais informações acesse: www.parkshoppingsaocaetano.com.br. Pai da família Z chega aos 25 Pensar no BMW Z1 é uma volta ao passado, se imaginarmos que o modelo comemora 25 anos. A ideia é totalmente a oposta se comparada à proposta feita no outono de 1988, quando o carro foi apresentado na Itália, no momento em que se pensava em um modelo a frente de seu tempo, com olhos para o futuro. De fato, passado e futuro estão atrelados, por isso, nada melhor do que uma mostra de diversos modelos Z1 em frente a um museu (na cidade alemã de Munique), para celebrar a vida do precursor da família Z, evento que aconteceu ontem. Com o Z1, a intenção da montadora alemã era manter o legado de conversíveis de sucesso herdados do 328 e mais tarde do 507. O resultado foi a elaboração de um roadster com motor 2.5 de seis cilindros em linha, de 12 válvulas, capaz de gerar 170 cv de potência a 5.800 rpm. Todo o desempenho é conectado com um câmbio manual de cinco marchas.

Fonte: Portal do Trânsito - Publicado em 13/06/2012