Restrição de crédito prejudica venda de automóveis usados

A restrição de crédito para os consumidores de veículos usados tem sido o maior obstáculo. Ao contrário do que poderia ter acontecido, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) não é a maior preocupação do mercado de veículos desse tipo.

De acordo com o presidente da Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo), George Assad Chahade, os bancos aumentaram as restrições para o consumidor que deseja comprar um veículo usado. “Antes era possível dar uma entrada de 10% a 15%, porém hoje só é possível comprar um usado com entrada de 30% a 40%. Além disso, a comprovação de renda, que antes era de duas a três parcelas do financiamento, hoje é muito maior”, explica.

Segundo Chahade, o mercado de usados tem os consumidores como fornecedores, por isso, ele afirma que uma renovação de frota em escala seria o mais indicado para o mercado brasileiro.

IPI e inadimplência
Para o presidente, com o crescimento do nível de inadimplência, um dos maiores problemas que a redução do IPI pode gerar é o aumento do endividamento dos consumidores. “O consumidor se ilude ao comprar um veículo zero quilômetro e não faz uma avaliação de suas finanças. Muitos comprometem até 15% da renda com a
compra do carro e depois não conseguem vendê-lo”, completa.

Chahade acredita que a falta de planejamento e a facilidade de acesso ao crédito podem desencadear um gargalo de inadimplência.

Fonte: Portal do Trânsito - Publicado em 05/06/2012